escrever já foi minha válvula de escape por muitos anos, mas agora não sinto vontade de por no papel, ou na tela, o que penso, o que sinto, o que não deveria estar sentindo, enfim, tudo o que se passa comigo. é desgastante de certa forma e não serve para nada, de fato. com muita sorte talvez eu consiga partir em breve e o silencio será o descanso que há muito anseio.
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Não compreendo senão como uma espécie de falta de asseio esta inerte permanência em que jazo da minha mesma e igual vida, ficada como pó ou porcaria na superfície de nunca mudar. Assim como lavamos o corpo deveríamos lavar o destino, mudar de vida como mudamos de roupa — não para salvar a vida, como comemos e dormimos, mas por aquele respeito alheio por nós mesmos, a que propriamente chamamos asseio. Há muitos em quem o desasseio não é uma disposição da vontade, mas um encolher de ombros da inteligência. E há muitos em quem o apagado e o mesmo da vida nao é uma forma de a quererem, ou uma natural conformação com o não tê-la querido, mas um apagamento da inteligência de si mesmos, uma ironia automática do conhecimento. Há porcos que repugnam a sua própria porcaria, mas se não afastam dela, por aquele mesmo extremo de um sentimento, pelo qual o apavorado se não afasta do perigo. Há porcos de destino, como eu que se não afastam da banalidade quotidiana por essa mesma a...
When the darkness broke in, I just broke down and cried
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Toda essa coisa de lidar com várias situações ao mesmo tempo me deixam bugada, não sei como se leva uma **vida** sem ter várias crises por semana, sem perder o fôlego ao sair de casa, e ver o mundo girando quando deito em minha cama, sometimes. Tem dias que mal consigo levantar para tomar banho e comer, por isso vivo oscilando na balança (emocional e corporal) e empurrando meus medos para debaixo do tapete. Eu não quero chamar atenção, odeio quando sou notada ao extremo, só preciso do meu quarto, do mundo, mas qual mundo? o universo inteiro do meu medo do escuro e das pessoas mornas, de tudo, de nada. tem dias que me rastejo por uma migalhinha de atenção, seja lá o que for, e caio em contradição por não querer nada nem ninguém, por me bastar, por meu grito estridente interior *NÃO SE DIMINUA ASSIM*. É um momento muito errado para se ter crises pq eu quero estudar e me graduar e sair dessa cidade, como se o problema estivesse nela, que absurdo, o mal reside em mim e flutua por onde...
Nine out of ten movie stars makes me cry, i'm alive...
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Meu erro é procurar abrigo onde sequer posso passar uma temporada.
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“My dear, find what you love and let it kill you. Let it drain from you your all. Let it cling onto your back and weigh you down into eventual nothingness. Let it kill you, and let it devour your remains. For all things will kill you, both slowly and fastly, but it’s much better to be killed by a lover.”